Escândalo do INSS chega ao Planalto e põe campanha de Lula na defensiva
Era pedra cantada que o escândalo do INSS se transformaria numa dor de cabeça para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O que não estava no radar dos gerenciadores de crise do Palácio do Planalto era que, além das investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o caso chegaria a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente, assessor discreto e poderoso, que atendia as ligações para o celular do presidente da República e entrava no seu gabinete sem se anunciar.
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Marcola confirmou ter recebido R$ 80 mil da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal e apontada como amiga e possível intermediária de interesses do filho de Lula. Marcola afirma que o dinheiro foi um empréstimo pessoal e que a dívida já foi quitada. O problema político é que, até agora, não apresentou publicamente os comprovantes da contratação e do pagamento. Surpreendido, Lula cobrou explicações de seu ex-auxiliar, que deixou o gabinete para atuar na campanha há algumas semanas.
Mais do que um constrangimento para o Palácio do Planalto, o episódio criou uma crise na campanha de Lula, porque a movimentação financeira partiu de uma personagem investigada no escândalo do INSS, com práticas de lobista que levaram a Polícia Federal a abrir três frentes de apuração........
