Para onde caminha o bolsonarismo em Minas?
O entorno político do governador Romeu Zema (Novo) parece ter compreendido a difícil situação em que se encontra a candidatura do vice-governador Mateus Simões (PSD) no cenário eleitoral da sucessão mineira que se desenha com a presença do senador Cleitinho (Republicanos). Mandou emissários para abrir interlocução com o senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre uma possível composição na sucessão presidencial. A aposta é de que a intervenção “de cima” possa organizar a disputa no estado.
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Pior hora não haveria para pedir a conversa. Flávio Bolsonaro vive um bom momento com a consolidação de sua candidatura, enterrando de vez as iniciativas de Michelle Bolsonaro, Silas Malafaia, Valdemar Costa Neto, entre outros expoentes do bolsonarismo que advogavam pela candidatura ao Palácio do Planalto do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Zema é considerado como provável vice, mas ainda há reservas. Ele foi o primeiro governador presidenciável a se lançar em agosto de 2025, enfraquecendo Jair Bolsonaro (PL), num momento em que se agarrava às rédeas de seu entorno para manter o controle de sua base eleitoral. Não só por isso, mas também pela péssima relação que nutre com as forças de segurança em Minas – eleitorado raiz do bolsonarismo – o “ativo” Zema precisa ser separado do “ativo” Minas.
Minas é o segundo maior colégio eleitoral; amostra natural do país, é o espelho dos humores do eleitorado nacional. Já o governador mineiro terá limitações para entregar em Minas qualquer promessa de vitória a Flávio Bolsonaro que ele, por si, não alcançaria pelas características da própria disputa polarizada. O que o PL avalia........
