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Mateus e Aro, para onde caminham: Páscoa ou guerra?

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04.04.2026

Pouco mais de uma semana depois de assumir o governo de Minas, Mateus Simões (PSD) deixa claro a que veio: diferentemente de Romeu Zema (Novo), não vai terceirizar nem a gestão e, menos ainda, a condução política dos assuntos do estado e de sua campanha à reeleição. As questões da administração não lhe são propriamente novas: na prática, Mateus já era quem conduzia o estado. Já as questões políticas, inteiramente delegadas por Zema a Marcelo Aro (PP), agora são pessoalmente conduzidas por Mateus Simões.

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Pré-candidato ao Senado, Aro se desincompatibilizou na Quinta-feira Santa da Secretaria de Estado de Governo. Dois dias antes, contudo, o primeiro embate público entre o secretário e o governador. Aro criticou a filiação ao PSD do senador Carlos Viana, candidato à reeleição, a convite de Mateus Simões e Cássio Soares, presidente estadual do PSD. Aro reclamou não ter sido consultado e arrematou: “Alguém vai sair chateado dessa história”.

Carlos Viana é concorrente de Aro na disputa ao Senado. Ele havia sido convidado a se desfiliar do Podemos – legenda presidida pela deputada federal Nely Aquino, do grupo político de Marcelo Aro. O senador estava sem legenda e, diante de si, sobrava-lhe a perspectiva de filiação apenas a partidos pequenos, o que lhe tiraria a competitividade. O grupo político de Marcelo Aro considera-se “traído”.

Integrante da base do governo na Assembleia Legislativa, o pai de Marcelo Aro, deputado estadual Zé Guilherme (PP), desabafou entre colegas na Quinta-Feira Santa: “A conta vai........

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