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Da conquista das estrelas à velha Pérsia

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07.03.2026

Após as revoluções de 1848 que assombraram a Europa, as potências – especialmente França e Inglaterra – foram muito além de simplesmente se lançar em diversas aventuras coloniais pela África e Ásia. Cecil Rhodes, um “empresário” – leia-se colonizador e escravocrata –, foi a maior expressão do período: batizou um país com um derivado de seu nome, a Rodésia do Sul.

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Rhodes era tão entusiasta da colonização que certo dia, ao mirar o cosmos na beleza de seus infinitos planetas, refletiu melancólico: “Entristece-me vê-los tão claramente e ao mesmo tempo tão distantes (...) Eu os anexaria se pudesse”.

Rhodes era filho de pai militar e religioso. Exatamente como certas personagens religiosas que atualmente circulam com desenvoltura pela política: em nome de Deus tudo fazem, menos aquilo que as suas religiões pregam. Na França, quem se destacou foi um imperador de sobrenome e pedigree: Napoleão III era sobrinho e herdeiro de Napoleão Bonaparte.

Com ele, o Segundo Império francês dobrou a sua área territorial: ganhou a Savoia e Nice, expandiu-se na Indochina, estabeleceu-se no Camboja, consolidou-se na Argélia e Senegal, além de ter iniciado a conquista de Madagascar. Quis incorporar até o México, mas não conseguiu.

De tempos em tempos, a civilização ocidental flerta com surtos expansionistas. Com o contemporâneo advento do feudalismo digital, os senhores tecnofeudais estão certos de que não existem barreiras aos seus desejos. Alimentam e proliferam uma alcateia de predadores na esfera pública digital.

Assistimos àquilo que Yanis Varoufakis denuncia pela ação das Big Techs como possibilidades infinitas de conquista de um novo “Oeste digital”, à semelhança do “velho oeste norte-americano”. Desta vez, os indígenas somos todos nós. Quando as donas de bigtechs como BlackRocks, Vanguard e........

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