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Zema repete a bandeira das privatizações para 2026

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08.01.2026

Ao defender a privatização dos Correios, Romeu Zema (Novo) começa sua pré-candidatura à Presidência resgatando a mesma bandeira que estruturou sua vitória em Minas em 2018. O discurso é conhecido e faz parte da sua trajetória: o Estado não deve operar empresas, estatais consomem energia política e a eficiência estaria no mercado, sob regulação.

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Em Minas, essa promessa orientou os dois mandatos. Zema chegou ao governo como empresário e outsider, prometendo reduzir o tamanho do Estado e vender ativos públicos para enfrentar a crise fiscal. Ao longo do governo, tentou criar as condições políticas e legais para isso. O avanço mais concreto foi a autorização para a privatização da Copasa, aprovada no fim de 2025 após mudanças na Constituição estadual que retiraram a exigência de referendo popular. A medida foi incorporada à lógica do Propag, programa federal de renegociação da dívida, como forma de transformar ativos em ajuste fiscal.

O principal objetivo, no entanto, não se concretizou. A Cemig, tratada desde a campanha de 2018 como peça central do projeto liberal de Zema, não foi privatizada. A estatal entrou em debates sobre federalização, mudança de modelo societário e uso parcial de ativos no Propag, mas terminou o governo em stand by, assim como........

© Estado de Minas