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Zema diz não a quase tudo, menos ao Planalto

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13.01.2026

O governador Romeu Zema (Novo) tem repetido uma estratégia curiosa, mas consistente, na pré-corrida presidencial de 2026: dizer não a todas as alternativas que não sejam o topo da chapa. Nos últimos meses, o mineiro recusou três caminhos que, para muitos aliados da direita, seriam atalhos naturais. Disse não ao Senado, disse não à Vice-Presidência da República e, apesar da proximidade política, disse não a qualquer composição antecipada com o bolsonarismo. O recado é simples: Zema quer ser candidato a presidente ou, no limite, seguir como presidenciável até onde der.

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Nesta segunda-feira (12), Zema negou publicamente a possibilidade de ser vice numa chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A negativa veio após semanas de especulação sobre uma possível costura liderada pelo senador Ciro Nogueira (PP), defensor da unificação da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu sou pré-candidato, como já aconteceu o lançamento no ano passado e continuo com a pré-candidatura e irei até o final”, disse o governador ao ser questionado pela imprensa.

Zema foi direto. Reafirmou sua posição ao Planalto e afastou qualquer outra especulação. Pessoas próximas ao governador reforçam que não houve qualquer contato formal para tratar de Vice-Presidência. O movimento, ao menos por agora, é tratado como ruído externo.

Essa não foi a primeira recusa pública. Em dezembro do ano passado, Zema descartou de forma categórica a possibilidade de disputar o Senado em 2026. “Nunca serei senador”, disse, em entrevista, ao afirmar que não tem perfil para o Legislativo e que se enxerga........

© Estado de Minas