Opinião | Como transformar a concorrência destrutiva em construtiva?
Quem estudou economia básica, como eu, aprendeu que a concorrência é o motor da prosperidade material. Definida como a disputa entre empresas pelos mesmos clientes, ela previne a acomodação e obriga os negócios a se atualizar continuamente para garantir sua sobrevivência.
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A teoria básica também ensina que mercados se diferenciam pela intensidade de sua concorrência. Num extremo estão os mercados onde a competição é fraca ou inexistente, dominados por poucas empresas ou, às vezes, uma só. No outro extremo, estão os mercados onde a concorrência atinge intensidade máxima, chamados de “perfeitamente competitivos”.
Dado esse espectro, a ortodoxia diz que cabe ao Estado promover a concorrência mais intensa possível, prevenir seu enfraquecimento, remediar suas falhas, e mitigar seus efeitos indesejados, também conhecidos como externalidades negativas. Esse arcabouço conceitual é tão dominante que questioná-lo é temerário.
Ainda assim, nos últimos meses, tenho me debruçado sobre as ideias de Louis Brandeis, jurista norte-americano que viveu cem anos atrás, e de uma nova geração de acadêmicos que está revitalizando sua forma de pensar. Brandeis sugere que a concorrência deve ser avaliada não apenas por sua intensidade, mas também por sua qualidade. Isto é, além de forte ou fraca, e perfeita ou imperfeita, a concorrência pode ser construtiva ou destrutiva.
A concorrência........
