Os fantasmas de um “Mundo Novo”
1 - Por cá, em Portugal, vive-se um tempo de eleições presidenciais. A generalidade dos candidatos prefigura-se exorbitante no exercício do cargo para o qual aspiram à eleição. Muitos dos seus discursos nos debates prévios à campanha eleitoral, como agora já em plena campanha, assumem contornos de um poder executivo que o futuro presidente não terá. Os eleitores, todavia, já perceberam que há uma real diferença entre a retórica e a substância. Para lá da inestimável obrigação de zelar pelo “regular funcionamento das instituições” (cf. Constituição), ao Presidente caberá, sobretudo, algum poder ou influência na esfera da Defesa (é o comandante máximo das Forças Armadas), nos Negócios Estrangeiros e na nomeação de diversas figuras para altos cargos. Através do designado “poder da palavra”, mediante o qual sanciona ou censura o curso da ação governativa, um futuro Presidente da República que opte por ser demasiado interventivo tenderá a assumir-se como um foco de instabilidade política, e logo pode até vir a ser acusado pelos governos de travar o desenvolvimento do país.
As sondagens têm apontado para a vitória de um candidato moderado na atual corrida........
