Se o voto não é útil serve para quê?
Quando estamos perante umas eleições presidenciais com o maior número de candidatos de sempre, é inevitável que o debate sobre o voto útil ganhe centralidade. Foram apresentadas 14 candidaturas, das quais 11 foram admitidas e constarão do boletim de voto; sete contam com apoio formal de partidos políticos, incluindo os maiores partidos à esquerda e à direita do sistema.
Nunca houve tantas candidaturas presidenciais simultâneas, nem uma concorrência tão intensa pelo mesmo espaço eleitoral. Há quem entenda que o voto verdadeiramente útil é, desde logo, o voto no mal menor para travar um mal maior. Essa leitura existe e não é nova. Votar continua, ainda assim, a ser um ato político com consequências institucionais. É uma das marcas centrais da democracia representativa e muito difícil de relativizar num tempo em que esse direito é, em vários contextos, posto em causa ou simplesmente desvalorizado. Também por isso, há quem veja na lógica do mal menor uma forma legítima de voto útil, racional e estratégico. Pode até, para muitos, ser mesmo um voto por convicção.
Por outro lado, não votar no mal menor na primeira volta não tem de ser confundido com um gesto irrefletido, emocional e irresponsável. A........© Diário de Notícias





















Toi Staff
Sabine Sterk
Gideon Levy
Mark Travers Ph.d
Waka Ikeda
Tarik Cyril Amar
Grant Arthur Gochin