ASML não dorme: menos gestão, mais engenharia
A Europa teve esta semana uma lição de pragmatismo vinda de Veldhoven, nos Países Baixos. A ASML, a tecnológica mais valiosa do Velho Continente e peça fundamental na produção dos chips que alimentam a Inteligência Artificial (IA) da Nvidia, anunciou resultados históricos, de 13,2 mil milhões de euros em encomendas. Mas, apesar disso, a gigante neerlandesa não se mantém imóvel e revela uma coragem estrutural exemplar: para garantir que o seu "motor de inovação" não gripa, anunciou a eliminação de 3000 cargos de gestão para contratar mais engenheiros. É um movimento audaz de "limpeza" burocrática que serve (ou deveria servir) de aviso ao ecossistema europeu: o sucesso não é um estado permanente e a agilidade é a única defesa contra a obsolescência.
Numa Europa que teima em "ficar à sombra da bananeira" sempre que alcança um patamar........
