China, Japão e um distante Xangri-lá
Ao apontar numa conferência, em Singapura, o dedo aos gastos militares da China, o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, está sobretudo a dar um sinal a Pequim de que Tóquio não se deixará intimidar pelas críticas constantes em sentido contrário. De facto, em vésperas do chamado Diálogo de Xangri-lá, assim batizado em referência ao misterioso oásis de paz e harmonia na Ásia imaginado há um século pelo britânico James Hilton num dos seus romances, o porta-voz do ministério chinês da Defesa, Jiang Bin, tinha acusado o Japão de neomilitarismo.
A resposta de Koizumi, no encontro no fim de semana em Singapura organizado pelo Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais (IISS, na sigla em inglês), virou a acusação de Jiang para a China, sendo que na realidade os dois países, durante a última década, viram um enorme aumento do investimento em Defesa, se bem que ainda relativamente baixo em termos de percentagem do PIB, sobretudo se comparado com os Estados Unidos.
Segundo as estimativas do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), a China, em 2025, foi o segundo país com maiores gastos militares, com 336 mil milhões de dólares, só atrás........
