Depois da moção, a remodelação?
Tal como se esperava, a moção de censura do Chega foi chumbada no Parlamento, com os votos contra do PSD, CDS-PP, Iniciativa Liberal, Livre e PAN, e com as abstenções do PS, PCP, Bloco de Esquerda e Juntos pelo Povo. A favor, apenas o próprio Chega, cujos deputados encerraram a sessão com um apelo coletivo à demissão de Luís Neves.
O ministro da Administração Interna continua sob pressão e com a sua autoridade política fragilizada, mas o dia em São Bento não lhe correu mal. E isso aconteceu por três motivos.
O primeiro é que, ao longo da discussão parlamentar, não surgiram novos factos que agravassem a sua situação. No fim do dia, o que fica para o cidadão comum é a imagem de um diretor da Judiciária que geriu a instituição com excesso de informalidade e pouca capacidade para separar a esfera pessoal da profissional. Um gestor à........
