Do outro lado, quem esperamos encontrar?
Viver em outro país é uma destas experiências construídas por muitas travessias e expectativas. Habitar uma nova terra causa também um deslocamento interno que nos leva a reavaliar nossos propósitos e a existir em contradição: quero e não quero; amo e odeio; estou bem e tenho saudade.
Como disse uma escritora e jornalista gaúcha, que conheci há um tempo, em Lisboa: “Vivemos em altos e baixos”. Eu me pergunto se alguma vez esse gráfico estabilizará, sem tantos picos e vales. Aí, imediatamente, me vem a imagem da linha reta, que aparece no monitor do hospital, quando uma pessoa não está mais viva.
A mudança é nosso estado de origem, um aspecto natural, como já afirmaram pesquisadores, como demonstraram nossos ancestrais, mas algo que ainda é rejeitado por muitos governantes. Se vamos contra essa natureza, caímos em negação e sofrimento. Como seres humanos, estamos sempre alternando de pele, corpo, emoções, trabalho, casa,........
