Guerra no Irão: presença, poder e o novo mapa de liderança europeia
Desde o início da guerra no Irão, em 28 de fevereiro de 2026, a Europa voltou a expor a sua fragilidade estratégica mais persistente: a distância entre o discurso e a presença. Num sistema internacional sob pressão — energia, segurança, alianças e rotas críticas —, dois líderes europeus perceberam aquilo que muitos ainda hesitam em assumir: a influência não se proclama, exerce-se. E exerce-se no terreno.
Foi Volodymyr Zelensky o primeiro líder europeu a agir em conformidade com essa leitura. Num mundo que entrou numa era de vulnerabilidade sistémica, marcada por crises interdependentes, rápidas e cumulativas, Zelensky sabe que o Médio Oriente não é um teatro periférico, mas um espaço decisivo para a própria evolução da guerra na Ucrânia. O seu périplo pela........
