“Proponho uma greve ”
Toda a minha actividade profissional foi à volta da empresa que (co)criei há quase 40 anos. Logo, o que faço é gerir empresas e organizações em que sou accionista e como tal sei que o nosso principal activo são as pessoas. Esta é uma realidade da F3M e de todas as empresas em qualquer parte do mundo... ter e trabalhar com pessoas.
Para que isso aconteça há um princípio básico que é... ter pessoas para contratar. Uma empresa só cresce com o binómio pessoas inovação e não vale a pena pensarmos em inovar se não tivermos mais e mais pessoas para contratar.
Por isso ainda não consegui entender esta deriva absolutamente absurda em relação a cidadãos estrangeiros que entram em Portugal à procura de trabalho. Acreditem que não consigo perceber e acho que se deve apenas a dois motivos : uma componente ideológica potenciada por uma força partidária (é um conceito ou melhor um preconceito) o alargar deste preconceito a pessoas que independentemente de ocuparem transitoriamente o poder nunca se responsabilizaram pelo pagamento de um salário! Sobre o primeiro grupo pouco ou nada há a fazer pois debater com seitas é algo profundamente inútil, mas o segundo caso preocupa-me pois quero acreditar que há milhões de compatriotas meus que re- fectem pouco ou muito pouco sobre o impacto desta súbita deriva anti-imigração debaixo da capa da regulamentação de algo.
Deixo então aqui o meu repto a todos os imigrantes que diariamente trabalham em Portugal e que com o seu trabalho e os seus impostos contribuem para o crescimento do nosso país : parem um dia, mas parem mesmo, para que este país perceba que sem vós não há país a funcionar e que sem o vosso trabalho a........
