Seis lições da COP30 para 2026
André Ferretti — membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza e gerente sênior de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
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Por ter sido realizada no Brasil, a Conferência das Partes despertou um interesse inédito entre os brasileiros. E, num cenário em que notícias negativas costumam ecoar com mais força do que conquistas, é importante afirmar que a COP30, apesar da insatisfação manifestada com o texto do acordo final, esteve longe de ser decepcionante.
Pelo contrário, Belém entregou resultados expressivos, trouxe surpresas positivas e reforçou a percepção de que estamos avançando, ainda que em um ritmo mais lento do que o desejado, rumo a um novo patamar de ação climática global. Afirmo isso após ter acompanhado presencialmente 19 edições desse encontro promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Destaco o fato de que, pela primeira vez, entrou oficialmente na mesa de negociação um roteiro para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis. A construção de mapas do caminho foi apoiada por mais de 80 países. Essa iniciativa será discutida em uma conferência internacional, organizada pela Colômbia em parceria com a Holanda, a ser realizada em abril de 2026 na cidade colombiana de Santa Marta.
Esse compromisso não é simbólico. Três semanas depois da COP30, o governo brasileiro deu o prazo de 60 dias para que sejam estabelecidas diretrizes para desenvolver uma jornada para uma transição energética justa e planejada, com vistas à........
