Guerra na fronteira Norte
André Gustavo Stumpf — jornalista
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O presidente Donald Trump não mobilizou um gigantesco aparato militar, com
porta-aviões, dezenas de caças de última geração, submarino nuclear, helicópteros moderníssimos e pessoal especializado, para as costas da Venezuela apenas para tirar fotografia e aparecer nas primeiras páginas dos principais jornais do mundo. Militares norte-americanos já abordaram alguns navios que deixavam os portos daquele país e mataram mais de 100 pessoas que viajavam em lanchas rápidas, que, segundo os porta-vozes militares, transportavam drogas. O norte-americano está esperando a melhor hora para atacar. Quando, onde e como é a incógnita.
Autoridades do governo brasileiro colocaram de sobreaviso todos os setores que lidam com o assunto Venezuela. Há uma desconfiança de que eventual ataque ao país vizinho possa ocorrer em torno do ano novo. Em Brasília, as pessoas que lidam com o assunto foram orientadas a permanecerem na cidade ou ficarem em local próximo. O pessoal que trabalha com a operação de acolhida de venezuelanos em Roraima, que fogem de seu país, está em alerta máximo. Eles dimensionaram suas possibilidades para receber, nos próximos dias, até 35 mil habitantes do país vizinho se o ataque das forças armadas dos Estados Unidos realmente ocorrer. Ninguém no governo brasileiro arrisca o tipo de ação bélica que poderá ser utilizada. Os especialistas lembram que os norte-americanos têm capacidade para........
