Eu ainda estou aqui…
Eunice Porto — psicóloga, empresária, palestrante, escritora
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O Brasil emudeceu durante o carnaval, aguardando ansiosamente pelo reconhecimento desse filme que deixou o mundo perplexo ao retratar o momento político em que os ditadores calavam a todos que quisessem ter vez ou voz. Parabéns aos diretores e à atriz Fernanda Torres pela merecida conquista.
Quisera todos os silenciados no Brasil pudessem ser e ter seus direitos reconhecidos e verdadeiramente ocupar espaços de fala, como medida de justiça, em tantas outras áreas ou situações em que também foram oprimidos.
A ditadura silenciou e matou muitos, mas antes dela, nos vários anos de escravização, o que aconteceu foi muito mais triste e violento; o pior é que isso ainda se mantém de forma velada, e, por mais que busquemos um espaço maior perante a sociedade, levantando bandeiras de diversidade e inclusão, ainda não há empatia; afinal de contas, só reconhece quem viveu a dor. Infelizmente, permanecemos com esse pensamento ainda hoje; e, se o problema não é meu, o outro que resolva.
A cada dia mais, a empatia e a solidariedade saem pela porta da frente e estão sendo mais facilmente representadas pelos movimentos de defesa dos "pets" do que de um ser humano para outro. Quando pensamos em........
