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Cinema brasileiro e a soberania nacional

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Renato Barbieri cineasta, diretor de Tesouro Natterer, Pureza, Atlântico negro — na rota dos orixás e A invenção de Brasília

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A vitória recente do cinema brasileiro em palcos internacionais, com o Globo de Ouro alçando nosso cinema em posição de destaque, sinaliza um momento histórico de afirmação cultural. O reconhecimento de O agente secreto, premiado como Melhor filme em língua estrangeira, e a coroação de Wagner Moura como Melhor ator em drama celebram a força do nosso cinema e elevam o conjunto da macrorregião CONNE (Centro-Oeste, Norte e Nordeste) como novo eixo criativo do Brasil.

O cinema brasileiro vive um momento de ouro. Se no ano passado Ainda estou aqui levou Fernanda Torres a ganhar o Globo de Ouro de Melhor atriz e o Oscar de Melhor filme internacional (ambos inéditos), em 2026 o Brasil repete a dose com O agente secreto. Esse reconhecimento internacional reforça uma nova agenda estética e narrativa. O agente secreto, ao conquistar o Globo de Ouro, consolida o cinema brasileiro no centro de um circuito global que historicamente privilegiava produções de grandes países industrializados e que, em anos........

© Correio Braziliense