Câmara em turbulência administrativa
José Natal — jornalista
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Há quem diga, com acentuada dose de ironia, que o deputado Hugo Motta, ao assumir a presidência da Câmara dos Deputados, em fevereiro deste ano, tinha em mente que, para ele, Brasília tinha o peso político de João Pessoa, capital de seu estado, e o Brasil era o seu universo particular. Não vai aqui nenhum desrespeito à agradabilíssima capital nordestina, nem ao estado paraibano, xodó das tradições brasileiras, querido e amado por quem o conhece e o visita. Trata-se apenas, e com isso todos concordam, de uma aparente falta de dimensionamento da grandeza que o ato representa.
Segundo especialistas, e na leitura de quem entende de ciência política, Motta parece ter um dia sonhado ser piloto de Fórmula 1, mas, na autoescola, se limitou a aprender a dirigir veículos para amadores. Fácil entender a avaliação pessimista, ou negativa, que alguns fazem do parlamentar. Numa filtragem honesta, e severa, das atitudes e providências adotadas por ele no comando da Casa desde sua posse, a contagem de pontos não lhe dá o conforto de continuar na série A, fosse isso uma competição esportiva.
Ali, para se manter no posto, se exige coerência, competência e coragem para atacar e requer sabedoria e estatura para se defender. É........
