2025: o ano da normalização do anormal
José Horta Manzano — empresário
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Já estamos no futuro? Pois ele me parece bem diferente do que tudo o que costumavam nos prometer no passado. Nos diziam que, no século 21, tudo seria "atômico" (termo da época para designar a modernidade), que os carros deslizariam pelo ar, que a comida se resumiria a pílulas coloridas, que viajaríamos à Lua com a velocidade do pensamento. Tirando o russo Putin, que não se cansa de nos lembrar que ele a possui, a arma atômica saiu do noticiário. Carros continuam se arrastando no engarrafamento insano das metrópoles. A comida continua baseada em prosaicos arrozes e feijões. Apesar de uma ou outra nave enviada à Lua, o astro continua mais ao alcance dos namorados que dos turistas.
Mas que diferença há, então, entre hoje e algumas décadas atrás? Vivíamos na quase certeza de que uma guerra entre nações da Europa e da América fosse fantasma do passado, devidamente exorcizado e enterrado. Trágico engano. Aliás, essa impressão de paz garantida está entre os fatores que contribuíram para o ressurgimento de robustas falanges de extrema-direita.
A assunção do presidente Donald Trump, em janeiro 2025, assustou as gentes e ribombou como trovão em céu azul. Brutal e impiedoso, o novo inquilino da Casa........
