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Subjetividade do racismo

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04.01.2026

» CELSO PIARELLI, artista plástico: Ao descobrir o racismo, passei a enxergar um mundo que está, mentalmente, desfigurado e "viralizado". Hoje, combato e reconheço os racismos individual, institucional e estrutural e agrego, aqui, a natureza viral e econômica do racismo. Chamo de viral por ser o racismo como um vírus que, ao adentrar uma célula, é capaz de viciá-la, reprogramá-la, desfigurá-la e até destruí-la. Da mesma forma atua a pessoa racista que também é capaz de viciar, um balcão de atendimento, uma seção, uma repartição inteira, determinando, assim, como a instituição atenderá seus usuários. Tudo isso, na maioria das vezes, sem a resistência ou o combate dos demais integrantes do setor.

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Já o racismo de natureza econômica nos leva à economia, a qual, de fato, formatou seu "DNA", sem o qual não existiria o racismo violento e predador que hoje estamos a combater. Um racismo escondido nas subjetividades, possuindo e modificando indivíduos, que mudam repartições, instituições e estruturas sociais. Portanto, é daí que devemos partir para compreender essa outra natureza do racismo e como ela, subjetivamente, foi estruturada. Certamente, vamos chegar à economia e vamos compreender que o processo ainda está em andamento, e vem se estruturando desde os pequenos avanços tecnológicos alcançados no passado como a........

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