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Uma análise da realidade da população trans no Brasil em 2025/2026

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27.01.2026

Em 2025, indicadores recentemente publicados sobre a situação da população trans no Brasil revelam uma realidade marcada por desafios profundos em duas frentes centrais: empregabilidade e violência letal. Apesar de pequenas melhorias em alguns números, o padrão de exclusão social e letalidade continua entre os mais graves do mundo.

A imagem mostra mais, apresenta um evento organizado com sensibilidade política e rigor acadêmico, sob a liderança de Renan Quinalha dentre outros professores, foi um evento que consolidou-se como um marco na articulação entre universidade, movimento social e políticas públicas. Um dos momentos mais emblemáticos foi a presença de Valdirene, reconhecida como a primeira mulher trans operada no Brasil, que, aos 85 anos, compartilhou sua trajetória de vida, resistência e memória.

O encontro simbolizou a grandeza de uma universidade comprometida com a história viva da população trans, promovendo escuta, reconhecimento intergeracional e produção coletiva de saber. Lembremos que no dia 29 de janeiro de 2026, o Brasil celebra o Dia Nacional da Visibilidade Trans e Travesti — instituído em 2004 a partir de um marco histórico de mobilização no Congresso Nacional — , a data assume um significado ainda mais profundo diante dos dados recentes sobre exclusão, violência e resistência. 

Criado a partir da campanha “Travesti e Respeito”, lançada pelo Ministério da Saúde em diálogo com ativistas, o dia simboliza a luta por cidadania, dignidade e reconhecimento. Coincidindo também com o Dia Mundial da Luta contra a Hanseníase, a data convoca a sociedade a refletir sobre como corpos historicamente estigmatizados seguem sendo atravessados por políticas de invisibilização, abandono institucional e negação de direitos, ao mesmo tempo em que produzem, cotidianamente, estratégias de sobrevivência e afirmação de vida.

Os dados de 2025 relativos ao mercado de trabalho, apresentados pela Organização TransEmpregos, para pessoas trans no Brasil mostram retrocessos significativos em comparação com o ano anterior. Segundo o relatório anual de um dos maiores projetos de empregabilidade desse segmento:

A combinação de menos vagas publicadas e de um mercado de trabalho menos receptivo indica que as barreiras à inserção formal permanecem severas, mesmo para candidatos com altos níveis de escolaridade.

Economistas e ativistas veem nesses números a marca de uma exclusão estrutural uma vez que as pessoas trans muitas vezes enfrentam discriminação direta nos processos seletivos, falta de políticas corporativas internas de inclusão e ausência de redes de apoio institucional que garantam estabilidade no........

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