Quem a ditadura matou e ainda não aparece na foto?
No próximo dia 29 de março, a cidade de São Paulo recebe a 6ª edição da Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado. A concentração será às 16h, em frente ao antigo DOI-Codi, na Rua Tutoia, espaço que se tornou um dos principais símbolos da repressão durante a ditadura militar brasileira. A caminhada segue até o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera, onde acontece o encerramento.
Organizado pelo Movimento Vozes do Silêncio, com participação do Núcleo de Preservação da Memória Política e do Instituto Vladimir Herzog, o ato reafirma o compromisso público com a memória, a verdade e a justiça. Mais do que um gesto simbólico, a caminhada convoca a sociedade a reconhecer que lembrar continua sendo uma forma concreta de proteger a democracia.
Há uma dimensão da memória ainda marcada por silêncio histórico, entre as vítimas da violência de Estado durante a ditadura, travestis e outras pessoas dissidentes de gênero permanecem quase invisíveis nos registros oficiais apesar do movimento denso que professores e artistas LGBTI , bem como movimentos sociais denunciam.
Uma repressão que existiu, sem ser nomeada
A Comissão Nacional da Verdade reconheceu que gays, lésbicas, travestis e pessoas trans sofreram perseguições sistemáticas durante o regime iniciado em 1964, com prisões arbitrárias,........
