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Quando quem constrói a IA decide sair

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26.02.2026

A carta que circulou no início de fevereiro de 2026, escrita por um pesquisador que anunciou sua saída da Anthropic, responsável pelo assistente Claude, não é apenas um adeus corporativo, mas um alerta público.

O autor da carta é Mrinank Sharma, pesquisador da área de segurança em inteligência artificial que integrava a equipe da Anthropic e trabalhava com temas ligados a alinhamento e mitigação de riscos em modelos de larga escala.

O autor afirma que entrou na empresa com um objetivo claro: trabalhar com segurança em inteligência artificial. Não queria apenas criar sistemas mais rápidos ou mais eficientes. Queria torná-los menos perigosos. Ao longo do texto, menciona ter estudado fenômenos como AI sycophancy — bajulação algorítmica, quando o sistema concorda com o usuário mesmo estando errado para agradá-lo —, além de desenvolver defesas contra uso indevido e mecanismos internos de transparência.

Até aqui, parece a trajetória de um pesquisador bem-sucedido em uma das empresas mais influentes do setor. O ponto de inflexão está no que vem depois.

Ele escreve que vivemos uma crise interconectada e que a inteligência artificial é apenas uma camada de um problema maior. Fala de um........

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