Soberania e financiamento
O ano começa com uma mexida no tabuleiro internacional. Enquanto as potências do Norte Global se fecham em um protecionismo defensivo e em sanções unilaterais, a China inicia a execução do seu 15º Plano Quinquenal (2026-2030). Para o Brasil, este não é um evento de acompanhamento diplomático protocolar. Estamos diante de uma janela de oportunidade para reforçar a soberania financeira e industrial por meio de uma parceria estratégica de alta densidade.
A questão que se impõe ao governo Lula não é “se” devemos aprofundar a relação com Pequim, mas “como” fazê-lo para maximizar a autonomia nacional. A resposta reside na exegese técnica das novas diretrizes chinesas e no uso tático do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB)........
