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Uma história de luta que o Brasil não pode esquecer

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27.02.2026

Foi notícia esta semana, embora não tenha recebido a notoriedade merecida, a pesquisa realizada pelo Vox Populi com 3.850 entrevistados. O levantamento integra o estudo "O Trabalho e o Brasil", encomendado pela Central Única dos Trabalhadores e pela Fundação Perseu Abramo, com apoio técnico do Dieese e do Fórum das Centrais Sindicais, e aponta que 68% dos trabalhadores brasileiros consideram os sindicatos importantes ou muito importantes para garantir direitos e melhores condições de trabalho.

Os números são expressivos — e não são casuais. Eles dialogam com mais de um século de organização coletiva no Brasil e no mundo. A luta sindical nasce no bojo da Revolução Industrial, quando jornadas de 14 a 16 horas, trabalho infantil generalizado, ausência de férias, inexistência de descanso semanal e completa insegurança no ambiente laboral eram a regra. No Brasil, ainda no final do século XIX e início do século XX, greves operárias organizadas por trabalhadores urbanos pressionaram por direitos básicos. A própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943, não foi uma dádiva, foi resultado de décadas de mobilização e enfrentamento.

Se hoje há salário mínimo, 13º salário, férias remuneradas, licença-maternidade, jornada de oito horas diárias e descanso semanal, é porque houve sindicato. Se acidentes de trabalho passaram a ser reconhecidos como responsabilidade das empresas, é porque houve organização coletiva. Se a negociação coletiva garante........

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