Guerra permanente do Estado sionista provoca a guerra popular do Eixo da Resistência
Por José Reinaldo Carvalho - A atual situação crítica na Ásia Ocidental, marcada pelo genocídio contra o povo palestino e agora o libanês, perpetrado pelo regime sionista de Israel, e as guerras de agressão em curso deflagradas pelos EUA e o Estado sionista contra o Irã e o Líbano, não deixam margem a dúvidas. Em cumplicidade com o imperialismo estadunidense, Israel é um país estruturalmente agressor, belicista e expansionista, cuja sobrevivência política e econômica depende da perpetuação do conflito e da rapina territorial. O massacre no Líbano na última quarta-feira (8) é a face mais horrenda deste fenômeno.
A estratégia de "guerra prolongada" adotada pelo regime de Tel Aviv revela um projeto anexionista profundo, executado em simbiose absoluta com o imperialismo estadunidense. Esta aliança umbilical transforma Israel na ponta de lança de Washington na região, funcionando como uma base militar avançada destinada a sufocar qualquer lampejo de soberania dos países árabes e do Irã. E mostra também o caráter criminoso do sionismo em sua forma estatal.
A intensificação da presença militar israelense na região aponta para uma reconfiguração relevante de sua estratégia de guerra. Observa-se a consolidação de uma lógica baseada na ocupação prolongada e na criação de “zonas tampão de segurança”, pretexto para ocupação territorial e guerra permanente.
Esse cenário sugere que Israel se prepara para um horizonte de conflito de longa duração, no qual a ocupação territorial passa a ser um elemento........
