Eleição 2026: o fascismo que nos assola
Tenho observado que muitas pessoas têm dificuldade para compreender o que é o fascismo, o que é compreensível, pois os fascistas empregam técnicas para iludir e enganar a classe trabalhadora, como fez uma deputada bolsonarista, ao se pintar de preto (blackface), no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo, e, assim, tentar assumir o eleitorado que, no passado recente, foi da condenada Zambelli.
O objetivo deste texto é apontar as ações fascistas em curso no Brasil, em decorrência dos acontecimentos que levaram ao julgamento daqueles que atentaram contra a Constituição, a democracia e as instituições e promoveram atos golpistas que culminaram no 8 de janeiro de 2023, que pretendiam revogar a atual ordem constitucional e introduzir uma ditadura, que poderia ser ainda mais nociva do que a ocorrida no período de 1964-1985.
Este tema deverá ser retomado nas eleições deste ano, uma vez que o fascismo está presente no Brasil, pelo menos desde o início do século XX. Porém, agora, encontra-se em plena atividade e não demonstra constrangimento em manifestar seu ideário livremente pelos espaços públicos e institucionais, como nos governos, parlamentos, tribunais e Forças Armadas e de segurança pública.
O movimento político-ideológico do fascismo está estruturado no Brasil pelo menos desde os anos 1930 e foi representado organicamente, no século passado, pelo partido da Ação Integralista Brasileira, liderado por Plínio Salgado, que chegou a ter mais de um milhão e trezentos mil filiados, naquela época.
Ou seja, era constituído como organização política estratificada pela sociedade, que encontrou seu apogeu político durante a ditadura de 1964-1985, principalmente, mas também esteve fortemente representado na gestão que controlou o governo federal de 2019-2022, que resgatou a retórica "Deus, pátria e família", copiada do nazifascismo europeu.
Importante deixar claro que o........
