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Acabar com a guerra de Israel contra a paz

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11.04.2026

Por Jeffrey Sachs e Sybil Fares*

Um cessar-fogo de duas semanas interrompeu parcialmente a guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. O conflito não alcançou nada que um diplomata competente não pudesse ter resolvido em uma tarde. O Estreito de Ormuz estava aberto antes da guerra e permanece aberto agora, porém com maior controle iraniano.

Enquanto isso, o caos persiste. Israel demonstra intenção de romper o cessar-fogo, já que este foi, desde o início, um conflito impulsionado por seus próprios interesses. O país apresentou a Donald Trump a ideia de um ataque decisivo em um único dia que colocaria os Estados Unidos no controle do petróleo iraniano. Ao mesmo tempo, Israel buscava um objetivo mais amplo: derrubar o regime iraniano e se consolidar como potência hegemônica na Ásia Ocidental.

A base do cessar-fogo é o plano de dez pontos do Irã, que Trump chegou a classificar como uma “base viável para negociação”. A proposta é considerada coerente, mas representa uma significativa mudança de posição dos Estados Unidos e possivelmente ultrapassa limites considerados inaceitáveis por Israel. Entre outros pontos, o plano propõe o fim das guerras no Oriente Médio, muitas das quais têm Israel como fator central. Também sugere uma solução para a questão nuclear, essencialmente retomando o acordo JCPOA abandonado por Trump em 2018.

A guerra contra o Irã e outros conflitos na região estão ligados a uma diretriz central de Israel: a rejeição permanente à criação de um Estado palestino soberano e a disposição de derrubar governos que apoiem a luta armada por autodeterminação nacional. A Assembleia Geral da ONU aprovou diversas resoluções, como a 37/43 de 1982, reconhecendo a legitimidade da luta armada em busca de autodeterminação. A própria criação da ONU está associada ao esforço de superar o domínio imperial europeu sobre África e Ásia. Ainda assim, não haveria justificativa para........

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