Mosassauro, um salvador?*
Começando a ler o livro “Sobre a fé e a ciência” [1] de Frei Betto e Marcelo Gleiser, organizado por Waldemar Falcão, logo de cara, dois trechos dos prefácios dos autores me chamaram a atenção.
O primeiro, de Frei Betto, diz: “A muitos, inclusive a mim, soa absurdo, em pleno século XXI, supor que fé e ciência se contrapõem. No entanto, essa polêmica foi ressuscitada pela pandemia do coronavírus, quando líderes políticos e religiosos chegaram a afirmar que se tratava de ‘castigo de Deus’, ‘basta oração para cura’, e em Israel judeus ultraortodoxos se negaram às medidas de prevenção sob alegação de que a pandemia sinalizava a vinda do Messias…
Ao longo dos séculos, muitos defenderam a prevalência da fé sobre a ciência, como se a fé pudesse explicar a disseminação das pestes e dispensar cuidados médicos. Há até quem tenha fé em ideias equivocadas, supostamnte científicas, como é o caso dos que defendem que a Terra é plana…”.
O segundo, de Marcelo Gleiser, diz: “Em meio a tempos conturbados, quando nossas suposições de como viver nossa vida são desafiadas por um inimigo invisível, um........
