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O império quer retomar o "quintal" latino-americano

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Ao condenar o sequestro de Maduro e a invasão da Venezuela, o presidente Lula desafia Washington, expõe a ruína do direito internacional e convoca o continente a resistir à nova era da pilhagem

O editorial assinado por Lula no New York Times é um documento político de ruptura. Ao denunciar a operação militar dos EUA na Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro, o presidente do Brasil diz em voz alta o que as elites submissas escondem há décadas: a América Latina voltou a ser tratada como colônia — e o império não pretende mais disfarçar.

O que Lula escreveu no coração do império: "Este hemisfério pertence a todos"

Não é apenas um artigo. É uma advertência.

Quando Lula afirma que "este hemisfério pertence a todos", ele está enterrando, diante do planeta, a mentira histórica que sustentou golpes, ditaduras e tutelas na região: a ideia de que o continente tem dono — e que Washington decide quem governa, quem cai, quem vive, quem apodrece sob sanções.

A frase é simples, mas a implicação é explosiva: acabou o tempo do quintal. E, se não acabou, precisa acabar — ou a América Latina aceitará viver eternamente sob ameaça.

A captura de Maduro em território venezuelano não é "um caso". É um recado.

Se uma potência pode invadir um país e capturar seu presidente, o mundo entra numa nova fase: a fase em que o direito internacional vira papel molhado........

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