A guerra de Donald Trump contra a Venezuela
A agressão estadunidense, que incluiu o rapto de Maduro e a imposição de um bloqueio naval, revela a disposição de Washington em usar a força bruta para recolonizar a América Latina, enfrentando uma resistência popular e institucional organizada
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Aconteceu finalmente de uma forma inesperada. Em 3 de janeiro de 2026, Donald Trump ordenou que as forças militares dos EUA lançassem um ataque mortal contra a Venezuela, envolvendo 150 aeronaves militares e helicópteros (decolando de 20 bases diferentes em todo o hemisfério) e forças militares especiais que bombardearam Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira. Os ataques causaram perdas substanciais de vidas e destruição de edifícios e infraestruturas, com pelo menos 40 civis mortos, muitos deles enquanto dormiam.
As forças americanas cercaram as instalações onde o presidente Nicolás Maduro se encontrava e enfrentaram uma resistência feroz da guarda presidencial. As forças americanas mataram todos os 40 homens a sangue frio (32 deles cubanos, que morreram cumprindo uma missão internacionalista – glória eterna a eles!). As forças dos EUA então sequestraram violentamente o presidente e sua esposa, Cilia Flores – ambos com ferimentos graves –, levando-os para o USS Iwo Jima e depois para Nova Iorque.
Em Nova Iorque, o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) processou-os com acusações totalmente forjadas [trumped-up] (trocadilho intencional) de tráfico de drogas e narcoterrorismo, falácia confirmada pelo próprio Departamento de Justiça, que retirou a alegação de que o Cartel de los soles, que o presidente Nicolás Maduro teria falsamente dirigido, é uma organização criminosa que realmente existe. Essa tem sido a narrativa tóxica, repetida ad nauseam pela mídia corporativa mundial.
Em sua primeira aparição no tribunal de Nova Iorque, o presidente Nicolás Maduro disse: “Sou o presidente da Venezuela e considero-me um prisioneiro de guerra. Fui sequestrado em minha casa em Caracas”. “Sou inocente, não sou culpado. Sou um homem decente e continuo sendo o presidente do meu país”.
Com isso, a administração de Donald Trump perpetrou a mais descarada violação do direito internacional, pisoteando todos os seus princípios com o envio ilegal de uma frota de guerra bem intimidante para o Mar do Caribe e, em seguida, ordenando um ataque militar violento contra uma nação soberana, bombardeando suas cidades, matando indiscriminadamente e sequestrando violentamente o presidente e sua esposa.
A Assembleia Nacional, seguindo uma decisão do Supremo Tribunal da Venezuela de 6 de janeiro de 2026, empossou a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina, cerimônia na qual ela afirmou que ficaria no cargo até que o presidente legítimo da Venezuela, Nicolás Maduro, fosse devolvido em segurança, juntamente com sua esposa, Cilia Flores. Sua assunção à presidência foi apoiada forte e inequivocamente pelas forças armadas da Venezuela e por todas as instituições estatais importantes.
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Delcy Rodríguez descreveu o que estava sendo feito à Venezuela e o brutal sequestro do presidente da nação como “bárbaro” e acrescentou que as ações de Washington mostravam que “as máscaras caíram”, “que o verdadeiro objetivo do ataque era desmantelar a independência........
