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A Teoria da Renda Permanente no Brasil

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03.08.2026

A Teoria da Renda Permanente procura escapar da determinação exclusiva pelo salário do mês. Segundo ela, as famílias consumiriam com base na renda esperada ao longo do tempo, mas não é simplesmente função do patrimônio.

Mesmo nessa formulação, não basta dizer: aumento da riqueza => elevação do consumo. A decisão depende de estabilidade do emprego, expectativas de renda futura, idade, liquidez dos ativos, acesso ao crédito, endividamento, proteção previdenciária e distribuição da riqueza.

No Brasil, onde a concentração patrimonial é elevada, a agregação de todas as famílias em um “agente representativo” oculta diferenças essenciais. O aposentado rentista, o assalariado endividado e o trabalhador informal não reagem da mesma forma à Selic.

Os canais mais fortes da Selic brasileira são outros. O próprio Banco Central apresenta diversos mecanismos de transmissão. O aumento da taxa real tende a encarecer o crédito e reduzir consumo e investimento, mas também opera por expectativas, câmbio e preços dos ativos.

No caso brasileiro, os canais mais relevantes da política monetária parecem ser os seguintes. Primeiro, elevação da Selic => crédito mais caro => queda do consumo financiado. Afeta........

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