Ao abater Messias, Senado escala guerra entre Poderes e mira impeachment no STF
A rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, consumada na quarta-feira (29), alterou o patamar da crise entre os Poderes em Brasília. O Senado, ao barrar por 42 votos contra 34 a indicação feita pelo presidente Lula, assumiu o protagonismo de um embate institucional que vinha sendo travado de forma difusa.
O episódio é histórico. Há 132 anos o Senado não rejeitava um indicado presidencial ao STF. A ruptura com essa tradição não ocorreu por acaso, tampouco por divergências pontuais sobre o nome de Messias, um profissional do Direito que cumpriu todas as exigências técnicas e constitucionais para o cargo. O abate de Messias foi conduzido com articulação e objetivo político claro, sob a liderança de Davi Alcolumbre, que ao longo de toda a tramitação resistiu à escolha do Planalto.
A votação também expôs o enfraquecimento do governo no Congresso e reposicionou a Casa........
