Gonçalo Ramos: o mais influente a sair do banco
No PSG, Gonçalo Ramos, não é sempre titular. E isso, para muitos, ainda soa a sinal de secundarização. Mas os jogos, esses, contam outra história. Esta época, dez golos e uma assistência a sair do banco, muitos deles decisivos, em jogos complicados, em momentos de máxima exigência competitiva. Golos que valem vitórias. Golos que mantêm o clube vivo em eliminatórias. Golos que constroem títulos.
A pergunta incómoda impõe-se: o que pesa mais, começar ou decidir?
Vivemos numa era em que o futebol valoriza excessivamente quem inicia o jogo, como se os primeiros 60 minutos fossem mais honrosos do que os últimos 30, precisamente quando, muitas vezes, tudo se resolve. Gonçalo Ramos entra quando o jogo já está emocionalmente pesado, quando o erro custa mais, quando os espaços são mínimos, quando a pressão é máxima e quando os 90 minutos se esgotam. E responde. Sempre.
Luis Enrique percebe isso melhor do que ninguém. Não é por acaso que confia no internacional português como arma estratégica. O treinador espanhol valoriza princípios, comportamento coletivo e inteligência tática acima do nome na camisola. E Gonçalo Ramos oferece exatamente isso: pressão coordenada, leitura de jogo, mobilidade, altruísmo e eficácia. Um ponta de lança que pensa na equipa antes de pensar o ego, algo cada vez mais raro ao mais alto nível.
Aqui entra a........
