O Conde da Beira
Em África, o futebol desperta paixões quase desmedidas, na exata medida do colorido das bancadas e do entusiasmo dos adeptos em cada fase final da CAN, ou de cada jogo de qualificação para o Mundial.
Este tipo de comportamento tem, evidentemente, um reverso diretamente proporcional: a crítica, os nervos à flor da pele, o imediatismo e a necessidade da justificação pelos resultados a ganharem à racionalidade, ao planeamento e à estruturação de projetos de médio e longo prazo.
E todos estes pressupostos têm ainda maior acuidade quando se fala de países que, a nível estrutural, necessitam ainda de passos profundos, quiçá complexos e, sobretudo, longos, para atingirem condições que verdadeiramente potenciem o futebol de alta competição em todas as suas áreas de desenvolvimento.
Moçambique é uma dessas terras maravilhosas, de gente comprometida, divertida e competente, mas a precisar de projetos de reorganização que abarquem as diversas vertentes do desporto-rei, da formação de jogadores à capacitação de técnicos e dirigentes, da construção de boas estruturas à projeção nacional e internacional das suas equipas e seleções.
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