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O último a sair

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12.09.2026

Diogo Costa defendeu quase tudo. Quase. O problema dos guarda-redes está muitas vezes nessa palavra. Um avançado pode falhar cinco golos e marcar o sexto. Sai como herói. Um guarda-redes pode fazer cinco defesas impossíveis e sofrer à sexta. Sai derrotado. Foi o que aconteceu frente ao Manchester City.

Diogo travou remates, fechou caminhos, encurtou a baliza. Durante largos minutos, obrigou uma das equipas mais poderosas do mundo a olhar para ele como quem olha para uma porta que não devia estar ali.

Depois apareceu Haaland. A natureza tem animais contra os quais não há manual de sobrevivência. O norueguês marcou duas vezes. O City ganhou. Diogo Costa, embora tenha reforçado estatuto de grande, perdeu o jogo. Até Haaland o elogiou. Disse aquilo que já se sabe. Que Diogo Costa é um dos melhores do mundo. Um daqueles que não se atemoriza nos grandes momentos.

Apareceu no Europeu. Apareceu no Mundial. Apareceu nos penáltis. Apareceu na UEFA Champions League Aparece quando o estádio aperta, quando a bola pesa, quando um erro pode atravessar uma carreira inteira. Tem 26 anos, é capitão do FC Porto, titular da Seleção e o melhor guardião a aparecer no futebol português desde Vítor Baía. Mas mesmo Baía, num tempo em que o mercado não era tão feroz, saiu para o Barcelona. Diogo Costa, não. Continua no nosso campeonato. Ano após ano.

O futebol moderno não sabe esperar por ninguém. Um extremo faz três bons meses e passa a custar €70 M. Um médio de 19 anos completa dois passes, aparece num vídeo com música........

© A Bola