Porque é que gostamos de futebol?
Sim, porque é que gostamos tanto de futebol? Aqui está uma pergunta com tantas respostas quantos os amantes de futebol. Cada um tem a sua explicação. E em cada resposta podem caber milhares de razões. Talvez por isso possamos começar já a tirar algumas conclusões: o futebol é universal, diverso, multicromático e pessoal.
Cada um sente-o e vive-o de forma diferente. Mas a resposta que eu escolho para a minha pergunta é: rivalidade, enquanto declinação da competitividade.
A rivalidade é o motor do futebol como paixão e indústria.
(Detesto esta expressão, indústria do futebol. Acho que rebaixa o instinto primordial da paixão pelo jogo. Mas hoje não há nada a fazer. O futebol é uma indústria de milhões de milhões, paga e alimentada pelos adeptos/clientes)
Sem rivalidade, não se enchiam estádios nem se rebentavam recordes de audiências televisivas.
É através do futebol que derramamos as nossas ambições, a nossa ânsia de superação, a nossa vontade de chegar mais longe e de ter sucesso. E se a vida não nos dá isso, resta-nos o futebol. A nossa equipa que faça por nós aquilo que nós não conseguimos fazer no trabalho, na família, nas amizades, no amor e nos desejos.
(A rivalidade é a minha primeira escolha para gostar tanto de futebol, entre muitas outras: a emoção, a incerteza, a beleza, a maestria dos talentos, o rugido das bancadas, as sensações à flor da pele. Mas há mais, muitas mais explicações. Se quiseres partilhar comigo as tuas razões, sou todo ouvidos: jno.abola@outlook.pt)
Não foi no berço da rivalidade que nasceu, modestamente, o futebol. A princípio, era um........
