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O ator político mais importante de 2026

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Por esta altura não faltam prognósticos sobre o que será o próximo ano. Como esta coluna se dedica muitas vezes à política portuguesa ou como diria o outro “é um trabalho não muito asseado, mas alguém o tem de fazer”, vamos a isto.  

Há muito por onde escolher e seguramente vão faltar muitos temas. Vamos ter pela primeira vez um Presidente da República que não é uma grande figura do regime. Será escolhido não pelas suas qualidades, mas simplesmente por não ser o outro. E, assim sendo, a ligação direta às pessoas, o ser uma espécie de provedor do cidadão, fica muito enfraquecido. E é esse o maior poder de um Presidente na nossa República.

Teremos uma extrema-direita que aumentará os seus níveis de agressividade e de ataque às instituições. Se Ventura for à segunda volta das presidenciais, o discurso de ele ser a alternativa consolida-se; se não for, terá uma derrota importante, mas a pressão sobre o regime não diminuirá. O Parlamento cada vez mais se parecerá com uma tasca mal frequentada, os cartazes com ataques aos imigrantes e às minorias multiplicar-se-ão, os média tradicionais serão alvo de ataques ferozes. Enfim, teremos a cartilha da extrema-direita internacional, sendo que aqui é executada por um ótimo profissional da infâmia. 

Vai tornar-se ainda mais clara a aliança PSD/Chega. Nos temas civilizacionais como imigração e nacionalidade, nas escolhas para cargos institucionais importantes – juízes do Tribunal Constitucional, Entidades Reguladoras, etc. –, na gestão de autarquias (ver já o caso de Lisboa), a ligação aprofundar-se-á.

À quinta-feira, o primeiro-ministro vai estar muito zangado com o Chega e à........

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