D. Sebastião, o Fanfarrão
Se Sebastião Bugalho é, como diz Carlos Moedas, ‘o melhor político da sua geração’, então está na altura de começar a comportar-se como tal.
Há elogios que são, ao mesmo tempo, uma responsabilidade. Moedas não lhe atribuiu apenas um título honorífico, elevou a fasquia daquilo que se pode esperar dele. O melhor político de uma geração não pode ser o mais arrogante, o mais prepotente ou o mais agressivo. Tem de ser aquele que compreende que a política é, antes de tudo, um exercício de serviço público e não de afirmação pessoal. Espera-se que tenha uma visão para o País – e neste caso para a Europa – e que saiba distinguir firmeza de fanfarronice. É precisamente aqui que Sebastião Bugalho falha.
É difícil acreditar na ideia de que é “o melhor político da sua geração” quando o seu percurso político ainda não produziu uma obra, uma reforma ou um resultado que justifique uma afirmação desta dimensão. Além disso, nas eleições europeias de 2024, apesar de disputar um contexto politicamente favorável à direita — após eleições em que o Partido Socialista obteve um dos seus piores resultados de sempre em legislativas — a candidatura que encabeçou não conseguiu traduzir essa conjuntura numa vitória política.
Ainda mais difícil é........
