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Quantos Nelson Évora estamos a perder? A importância do Desporto Escolar

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01.09.2026

Há histórias que nos ajudam a perceber aquilo que um país pode estar a desperdiçar. A história de Nelson Évora é uma delas. 

Antes das medalhas, dos títulos mundiais e europeus e do ouro olímpico, houve algo mais simples: um professor, um jovem e uma escola. 

João Ganço, professor de Educação Física e vizinho de Nelson Évora, convidou-o para treinar na Escola Secundária da Ramada. 

Foi naquele contexto que Nelson começou a desenvolver as capacidades que o levariam ao topo do atletismo mundial. João Ganço tornar-se-ia o seu treinador, acompanhando-o durante cerca de 25 anos e numa parte fundamental de uma das maiores carreiras do desporto português. 

A história é excecional. Mas aquilo que esteve na sua origem não deveria ser. 

Um professor identificar as capacidades de uma criança e proporcionar-lhe a possibilidade de experimentar uma modalidade deveria fazer parte do nosso sistema educativo e desportivo. O talento está distribuído por todo o território e por todas as condições sociais. As oportunidades é que não estão. 

Primeiro formar crianças, depois atletas. 

O primeiro objetivo do Desporto Escolar não é encontrar o próximo campeão olímpico. É promover saúde, combater o sedentarismo, reter os jovens na prática desportiva e proporcionar a todas as crianças o contacto com diferentes modalidades, criando hábitos que podem acompanhá-las durante toda a vida. 

Para muitos alunos, o Desporto Escolar representa mesmo a única oportunidade gratuita de acesso a uma prática desportiva orientada, tornando-se, por isso, uma importante ferramenta de igualdade de oportunidades. 

Mas esta missão inclusiva não deve impedir a identificação e o desenvolvimento do talento. O grande desafio é........

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