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De Serena a Sinner, um resumaço de Wimbledon em 27 parágrafos

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15.07.2026

De Serena a Sinner, um resumaço de Wimbledon em 27 parágrafos

Wimbledon chegou ao fim com Jannik Sinner mantendo seu reinado, Linda Noskova tornando-se a terceira tcheca a levantar o prato nos últimos quatro anos, e quatro brasileiros disputando finais. Chegou, então, aquela hora em que tradicionalmente revisito tudo que rolou em um slam em um montão de parágrafos. Desta vez, são 27 deles.

1. Jannik Sinner chegou a Wimbledon sem ritmo e precisou de cinco sets nervosos contra Miomir Kecmanovic na primeira rodada. Aos poucos, foi reencontrando seu tênis e voou diante de Djokovic e Zverev nos últimos dias. Sacou bem demais, devolveu bem o bastante e mostrou por que, sem Alcaraz no circuito, sobra diante do resto.

2. Há um punhado de números relevantes a citar sobre a conquista do italiano: foi seu quinto título de slam (em sete finais); foi sua sexta conquista em 2026 (venceu todos os cinco Masters 1000); ate agora, são 44 vitórias e só tries derrotas neste ano; apenas dez homens na Era Aberta (contando Sinner) defenderam com sucesso um título de Wimbledon; e só oito (incluindo o italiano) venceram em SW19 sem disputarem um torneio de aquecimento na grama. Daria para citar alguns mais, mas este post já está longo demais e mal começamos.

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3. Especificamente sobre a final, achei especialmente interessante ver como Sinner tentou a qualquer custo algo diferente para minimizar o estrago que Zverev fazia com seu saque. Seguiu recuando até ficar 5m atrás da linha de base. Segurou seu saque com méritos e aproveitou quase todas as (poucas) chances que teve no serviço do alemão.

4. Zverev fez dois sets espetaculares - dos melhores que vi fazer contra Sinner - e, após duas horas disso, estava apenas empatado em 1 set a 1. Após um gamezinho ruim no terceiro set, já estava perdendo a partida. Este é o nível de exigência (e consistência!) imposto pelo italiano hoje em dia. A partir de agora, tratarei este patamar como "Índice Jannik de Excelência".

5. Ainda a destacar: somando a semi e a final, Sinner cedeu apenas dois break points. Salvou o primeiro, contra Djokovic, com um ace. O segundo, contra Zverev, com uma curtinha. E mais nada. Nole foi preciso ao elogiar o saque do italiano na sexta-feira: disse que Sinner tem um serviço difícil de ler, com variações, e que sua primeira bola é agressiva o bastante para pressionar o rival quando a bola volta. Somando tudo isso, tem-se um pacote duríssimo de encarar. Não basta só devolver a bola para o outro lado da rede.

6. Linda Noskova........

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