'Marcelo, Marmelo, Martelo' e outras alegrias de Ruth Rocha
“Marcelo, Marmelo, Martelo” e outras alegrias de Ruth Rocha
A primeira lembrança que vem à cabeça é a do garoto que se revolta contra a aparente normalidade das palavras. Quer saber por que não pode inventar o nome das coisas. Não se conforma que a colher é chamada de colher, não de mexedor. "Marcelo, Marmelo, Martelo" (Salamandra) é o maior responsável para que Ruth Rocha ocupe um lugar no meu panteão literário.
Não que a admiração se limite à obra publicada em 1976, longe disso. Ruth é autora de centenas de livros, falam em mais de 200. Nessa enormidade de contribuições sobretudo para a literatura infantojuvenil, outro que lembro com carinho é a adaptação feita em parceria com Otavio Roth da "Declaração Universal dos Direitos Humanos".
Aos 95 anos, a autora está comemorando meio século de uma carreira iniciada justamente com "Marcelo, Marmelo, Martelo" e com "Palavras, Muitas Palavras". Para marcar a data, o Itaú Cultural inaugurou há algumas semanas a Ocupação Ruth Rocha, que ficará aberta ao público até o dia 2 de agosto, no prédio do instituto na Av. Paulista.
Juca KfouriO fim anunciado de Augusto Melo
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