Vorcaro dormiu 3 dias com luz acesa na prisão e fez avaliação psicológica
Vorcaro dormiu 3 dias com luz acesa na prisão e fez avaliação psicológica
Preso em uma penitenciária federal em Brasília, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passou por uma avaliação psicológica para averiguar sua saúde mental após um dos investigados no caso ter cometido suicídio.
Depois de chegar ao presídio, em 6 de março, Vorcaro dormiu com a luz acesa por três noites —medida justificada pelos agentes para que ele fosse monitorado por câmeras e não houvesse risco de tirar a própria vida.
No início do mês, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, suicidou-se na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais, o que aumentou a vigilância sobre os demais presos.
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Mourão era suspeito de integrar um grupo de auxiliares de Vorcaro dedicado a obter informações sobre adversários e planejar ataques com ameaças de violência.
Após a avaliação com uma psicóloga, Vorcaro foi autorizado a dormir com a luz apagada. Ele permanece isolado dos outros detentos e tem contato restrito até com seus advogados.
Para viabilizar uma delação premiada —intenção manifestada pelo banqueiro— integrantes de sua defesa avaliam que seria necessária a transferência para outro estabelecimento prisional.
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que as conversas de Vorcaro com advogados não sejam gravadas. Mesmo assim, a estrutura do presídio dificulta que eles façam anotações durante as reuniões.
Da prisão, Vorcaro demonstrou frustração com o resultado do julgamento de sexta-feira, em que quatro ministros do STF decidiram mantê-lo preso, e pediu a troca de parte de sua equipe jurídica.
Deixaram a defesa Pierpaolo Bottini e Roberto Podval, enquanto foi contratado José Luis Oliveira Lima, o Juca —advogado que conduziu delações na Lava Jato e já havia trabalhado para Vorcaro anteriormente.
A mudança abre caminho para uma colaboração, já que Bottini e Podval não costumam atuar nesse tipo de acordo e têm clientes no meio político que poderiam ser alvo de uma eventual delação.
Como mostrou o UOL, há tratativas sobre uma delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República). A defesa também deve negociar com a Polícia Federal para encontrar a solução mais benéfica ao banqueiro, que está disposto a falar sobre suspeitas de corrupção envolvendo autoridades que teriam facilitado o avanço do Master.
Se for considerado chefe da organização criminosa investigada no inquérito do Master, Vorcaro não terá acesso a todos os benefícios da delação, mas ainda poderá obter redução de pena.
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