O MP governa, mas sem voto
O MP governa, mas sem voto
As urnas agora têm um terceiro turno.
E as cidades, um quarto poder —silencioso, imune ao voto, treinado no vocabulário técnico e perfeitamente à vontade sob a luz dos holofotes. Não disputa eleição, mas pauta decisões. Não presta contas ao eleitor, mas condiciona quem presta.
O Ministério Público, concebido para zelar pela lei, descobriu uma função mais ambiciosa: a de árbitro do próprio jogo político. E árbitro que não apenas apita —interrompe a partida, expulsa a torcida.
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Aprendeu a dizer "não" com a serenidade de quem não precisa convencer quase ninguém. Não negocia, não compõe, não disputa. Apenas age.
Em São Paulo, isso deixou de ser abstração em janeiro de 2025. Uma decisão judicial provocada pelo MP suspendeu o mapa da Lei de Zoneamento. O efeito foi imediato: licenças suspensas, alvarás represados, investimentos........
