Erosão do bolso ajuda a explicar o mau humor do eleitor com Lula
Erosão do bolso ajuda a explicar o mau humor do eleitor com Lula
A economia brasileira cresceu por três anos seguidos acima dos 3%, até 2024. Em 2025, o PIB foi menor, mas atingiu a marca de 2,3%. Houve ganhos reais da renda do trabalho ao longo de todo o período. A taxa de desemprego, medida pelo IBGE, está em nível historicamente baixo. A despeito disso, o eleitor rosna para Lula, mantendo sua popularidade no vermelho. Por quê? O Datafolha ajuda a responder: indicadores econômicos positivos não pagam dívidas.
Dois em cada três brasileiros (67%) têm algum tipo de dívida financeira, como empréstimos, revelam dados do Datafolha que vieram à luz neste final de semana. Para complicar, avança a inadimplência: 21% da população está com pagamentos em atraso. Pesquisa Quaest divulgada na semana passada apontou cenário semelhante: 29% dos eleitores disseram ter muitas dívidas e 43% poucas dívidas. Juntos, os endividados somaram 72%.
O endividamento corrói a sensação de bem-estar do eleitor, refletindo-se no cotidiano das famílias. No aperto, 64% dos entrevistados pelo Datafolha disseram ter reduzido gastos com lazer; 60% passaram a comer menos fora de casa ou trocaram marcas por opções mais baratas. Outros 52% dizem ter........
