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Uma história de Carnaval, amor e vinho natural

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12.02.2026

Jornalista especializada em vinhos, editora executiva da revista Gama e autora da newsletter Saca Essa Rolha

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Essa é uma história de amor. E também de Carnaval. E também de vinho.

A carioca Julia Naar dividia suas atividades de tradutora do inglês e do francês com a de carnavalesca —tocava flauta e trombone na Espetacular Charanga do França, agremiação da Santa Cecília, em São Paulo—, quando conheceu o francês Antoine Le Court.

Com um diploma de relações internacionais e um mestrado em enologia, ele passava uma temporada no Brasil após um giro pelo mundo acompanhando vindimas em diferentes países. Por aqui, o plano era viajar o país de Kombi e sair fermentando uvas onde as encontrasse. Mas, no dia anterior à expedição, o veículo foi roubado e o francês, como se diz em bom português, foi ficando.

Primeiro, deu uma força no salão da Enoteca Saint Vin Saint, que ainda era um dos únicos redutos do vinho natural em São Paulo. Depois, aproveitou a água da Cantareira para fazer suas primeiras cervejas paulistas selvagens. Começou a fermentar uvas e também frutas nativas. Passou a conectar agricultores com produtores de vinho e virou uma figurinha importante no cenário local do vinho........

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