A lei é igual para todos; a ética é uma exigência para os juízes
Interesse Público
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Edson Fachin aproveitou a reabertura do Judiciário para convocar, antes das eleições, um esforço concentrado em prol do código de conduta no Supremo Tribunal Federal, modelo que espera que seja adotado nos outros tribunais.
Fachin tem o apoio de 50 entidades da sociedade civil.
Alexandre de Moraes e Dias Toffoli fizeram um aceno à ala contrária ao código.
Moraes condenou a "demonização de palestras" em eventos de empresas. Toffoli defendeu que juízes podem ser sócios de empresas e "têm todo o direito aos seus dividendos".
Essas declarações sugerem interesses pessoais contrariados com o debate.
Em 2016, numa manifestação corporativista, Ricardo Lewandowski recomendou ao CNJ tornar sigilosos os cachês pagos a magistrados por palestras.
Em novembro, ministros de tribunais superiores participaram de um seminário em Roma. O Conselho Federal da OAB bancou as despesas de viagem do ministro Kassio Nunes.
Foram convidados o PGR Paulo Gonet, o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e membros do CNJ e CNMP.
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