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Os spreads bancários e o Desenrola 2.0

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05.05.2026

Os spreads bancários e o Desenrola 2.0

O governo está anunciando uma nova versão do programa Desenrola. A esse respeito, vale ver o artigo de Bráulio Borges na Folha de S.Paulo ("Desenrola 2.0 é somente um paliativo", de 30 de abril de 2026). No primeiro biênio do atual mandato presidencial, essa política pública permitiu a renegociação de mais de R$ 50 bilhões em dívidas, beneficiando 15 milhões de pessoas. Ocorre que as estatísticas de endividamento e comprometimento da renda com parcelas e juros continuam a preocupar.

A nova providência tem elementos importantes, mas não será suficiente para resolver o problema de maneira estrutural. Esse objetivo demandará um estudo mais aprofundado das razões dos elevados spreads bancários praticados no Brasil, que aprisionam as famílias a cunhas financeiras impagáveis.

O chamado Desenrola 2.0 é bem-vindo, porque auxiliará as famílias na tarefa de reorganização de seus orçamentos. A limitação dos juros a menos de 2% ao mês e as renegociações de até 90% da dívida são providências relevantes. É uma espécie de terapia para tirar o paciente da UTI, mas a sua reabilitação efetiva dependerá de outras frentes, como discutirei a seguir.

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O programa também prevê a possibilidade de uso de parte do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para saldar dívidas contratadas. Nesse quesito, a atuação da Fazenda para calibrar o uso do fundo é central, uma vez que o FGTS é usado, atualmente, para fundear investimentos em infraestrutura, programas........

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